Meu Verso é flor, vaga, respiração,
Dor em viração de um caos ondeante,
Pitoresca e sufocada beleza,
Minha natureza mortificante.
Meu Verso é o sabor da vida vazia,
Débil cantoria transfigurada
De uma vida sem odor e sem vozes
Em chagas algozes assim ritmadas.
É a fome suplicante do infinito,
Doloroso rito de transcedência,
Um expandir sem fim pelo universo,
Um buscar no Verso a própria essência.
William Azevedo Rodrigues
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