sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Certeza

ser-te-ei honesto
a realidade arrasta-me
para a interrogação
o poema é fixação formal
é símbolo estável desta
maleável
existência líquida
se tu fores
se eu for
se a mudança conduzir-me
ao arrependimento
se o universo desistir de insistir
ainda assim o poema é
e fica sendo
olha,
eu admito que agora
eu te amo
sem saber quem sou eu
ou o que é amar
sei que a minha cabeça fica te desenhando
e que eu fico tentando pensar no teu rosto
e tê-lo como plano de fundo permanente da memória
e que algo em ti talhou em mim este poema
e que ainda que eu me canse
um dia
de não te ter
e que a situação me deforme
e me imponha
outros olhares perigosos
este poema
te amará
eternamente
neste instante
que
acabou.

  Giuseppe
Varaschin

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