Eu deixei a cama tal como a
dispuseste,
Os lençóis guardaram teu cheiro
de lembrança
E restou a rotina, desolada e
mansa.
A saudade de tua presença é
inconteste.
Também não ousei deitar tuas
fotografias,
Mas reguei dia-a-dia as plantas
que gostavas,
Ficou teu calor pelo ar qual
mar de lavas,
Vagou na memória tudo quanto
dizias.
Eu não quis desmanchar a tua
arquitetura,
O teu bilhete ainda está na
geladeira,
Soubesse que seria a nota
derradeira!
Já te foste – e aqui em tudo tu
perduras...
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