quinta-feira, 1 de março de 2012

A que se foi



Eu deixei a cama tal como a dispuseste,
Os lençóis guardaram teu cheiro de lembrança
E restou a rotina, desolada e mansa.
A saudade de tua presença é inconteste.

Também não ousei deitar tuas fotografias,
Mas reguei dia-a-dia as plantas que gostavas,
Ficou teu calor pelo ar qual mar de lavas,
Vagou na memória tudo quanto dizias.

Eu não quis desmanchar a tua arquitetura,
O teu bilhete ainda está na geladeira,
Soubesse que seria a nota derradeira!
Já te foste – e aqui em tudo tu perduras...

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