quinta-feira, 1 de março de 2012

Do nada ao sexo

Atravesso dimensões depois que esvazio esta mente velha. Usufruo logo de bens que me hão de ser úteis no futuro, tudo isso dentre as mais variadas emoções, nas mais profundas. O problema é que não há dimensão nos sentimentos, concluindo assim a abstração de tudo isso. Malditos miolos que me cegam de desejo. O querer libidal destrói minha resistência nervosa. Por isso fumo pra caralho, bebo pra caralho e como pra caralho. Estou há duas décadas preso à carne de mim. Revogaria grande parte de minha vida pra poder explodir em olhos. Seria pedir demais poder virar espírito? Confesso que pararia de tentar viver por alguma razão concreta, por uma verdade sã que só gera revolta em minha carne mortal. Mato-me centenas de vezes toda semana, sou viciado em vida. Vida é mesmo uma palavra muito louca! Deveríamos todo tomar três ou quatro doses de vida diárias, a interpretação fica por tua conta. Olha, ontem eu deixei cair dinheiro do bolso e não ajuntei. Alguém que mais precisa ajuntaria. Mentira… Só vi que caiu quando cheguei a casa. Qualquer outra desculpa é meramente anestésica. Conheci uma garota linda na semana passada, o nome dela é Mai. Só a conheço como Mai, mas sei que não é só Mai. Mai. Quando pronuncio esse nome e chego na semivogal, sinto que falta algo. Esse izinho soa chorão, como se estivesse sentindo falta de alguém. Eu estou maluco pra conhecer esse alguém! Maluco também pra rever a Mai. Preciso perguntar-lhe o nome, o sobrenome, o nome do meio, de cima, de baixo, de cima, de baixo, até gozar!

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